Versículo do dia....

Todavia, eu sou o SENHOR teu Deus desde a terra do Egito; portanto não reconhecerás outro deus além de mim, porque não há Salvador senão eu.
Oséias 13:4
Um só Deus e Pai de todos, o qual é sobre todos, e por todos e em todos vós. Efésios 4:6

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Por que nós não estamos sendo perseguidos?

Por que nós não estamos sendo perseguidos?


. Os tiranos e órgãos de Satanás não se contentavam apenas com a morte para tirar a vida do corpo. Os tipos de morte eram tão diversificados quanto terríveis. Tudo o que a crueldade da invenção do homem pudesse conceber para castigar o corpo humano era posto em prática contra os cristãos - açoites e flagelos, estiramentos, dilacerações, apedrejamentos, lâminas de ferro em brasa aplicadas aos seus corpos, profundas masmorras, rodas de tortura, estrangulamento nas prisões, os dentes de animais selvagens, grelhas, patíbulos e forcas, os arremessos sobre os cifres de touros. Além disso, quando eram mortos por esses meios, os seus corpos eram amontoados e juntos a eles deixavam cães para guardá-los, a fim de que ninguém pudesse vir dar-lhes sepultura, e súplica nenhuma conseguia que eles fossem entregues para serem sepultados.
. E contudo, apesar de todas essas contínuas perseguições e castigos horríveis, a Igreja crescia a cada dia, profundamente enraizada na doutrina dos apóstolos e dos homens apostólicos e abundantemente regada pelo sangue dos santos.

- John Foxe, O Livro dos Mártires

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[DEVOCIONAL] John Piper - Para Vós, Que Credes, Ele é a Preciosidade

A marca distintiva de um filho de Deus não é a perfeição, e sim a fome por Cristo. Se temos experimentado a bondade do Senhor, desejaremos a Cristo (1 Pe 2.2-3). A razão para isso é que um filho possui a natureza de seu pai. Somos participantes da natureza divina (2 Pe 1.4), se somos nascidos de Deus e temos a semente divina permanente em nós (1 Jo 3.9). Somos como que lascas da Antiga Rocha. 1 Pedro 2.4 afirma que Cristo é precioso para Deus, e o versículo 7 nos diz que Ele é precioso para o crente. Por conseguinte, o crer que salva não é apenas uma concordância com o fato de que a Bíblia é verdadeira. O crer que salva implica uma nova natureza que valoriza aquilo que Deus ama.

À luz deste fato, considere João 17.26. Que promessa maravilhosa! Nessa ocasião, Jesus está orando por seus discípulos e por todos os que crerão nEle, pelo testemunho verbal de seus discípulos (Jo 17.20). Ele concluiu sua oração com a mais sublimes das petições: “Eu lhes fiz conhecer o teu nome e ainda o farei conhecer, a fim de que o amor com que me amaste esteja neles, e eu neles esteja”.

Considere atentamente. O pedido de Jesus ao Pai foi que o amor de Deus pelo Filho estivesse em nós. Você já pensou que Jesus deseja que você o ame não somente com o seu amor, mas também com o amor que Deus Pai tem pelo Filho? Como isto é possível? É possível por causa do novo nascimento. Tornar-se um crente significa ter uma nova natureza, outorgada por Deus. Em termos práticos, isto significa que Deus entra em nossa vida por intermédio do Espírito Santo e começa a dar-nos novas afeições, novas emoções, ou seja, as emoções de Deus. É a presença de Deus, o Espírito, em nossa vida que nos faz amar a Jesus com o amor de Deus Pai. De fato, o Espírito Santo deve ser visto como o amor de Deus em uma Pessoa. Ser governado pelo Espírito significa ser governado por um amor divino por Jesus. Ele estava simplesmente orando que fôssemos cheios do Espírito, a Pessoa divina que expressa o amor que o Pai tem para com o Filho. Deste modo, seremos cheios do próprio amor com o qual o Pai ama o Filho.

Que imenso amor! Em todo o universo, não existe amor maior do que o amor transbordante que existe entre o Pai e o Filho, na santíssima Trindade. Nenhum amor é mais poderoso, mais intenso, mais contínuo, mais puro, mais repleto de deleite no Amado do que o amor de Deus para com o Filho. É uma energia de gozo que faz as bombas atômicas parecerem fogos de artifício. Oh! como o Pai se deleita no Filho! Oh! quão precioso o Filho é para o Pai! “Este é o meu Filho amado, em quem me comprazo”, disse o Pai no batismo de Jesus (Mt 3.17). “Este é o meu Filho amado, em quem me comprazo; a ele ouvi” (Mt 17.5).

Em todo o universo, ninguém é mais precioso para o Pai do que o seu Filho, Jesus Cristo. É deste modo que Ele deve ser precioso para nós. Com que amor infinito o Pai ama o Filho! Esta é a grandeza para a qual estamos nos dirigindo em nosso deleite no Filho. Ó crente, junte-se ao Pai neste maior de todos os amores! Se você é nascido de Deus, veja Jesus com os olhos de Deus.

Para vós... que credes, é a preciosidade.



Extraído do livro:
Penetrado pela Palavra, de John Piper
Copyright: © Editora FIEL 2009.
O leitor tem permissão para divulgar e distribuir esse texto, desde que não altere seu formato, conteúdo e / ou tradução e que informe os créditos tanto de autoria, como de tradução e copyright. Em caso de dúvidas, faça contato com a Editora Fiel.

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Persevere na Oração

por John Piper


Esta passagem nos dá cinco diretrizes para a oração, as quais precisamos ouvir.

Primeira: “Perseverai na oração”.

Existe muito poder a ser desfrutado em perseverarmos na oração. Não esqueçam o amigo inoportuno de Lucas 11.8: “Digo-vos que, se não se levantar para dar-lhos por ser seu amigo, todavia, o fará por causa da importunação e lhe dará tudo o de que tiver necessidade”; e não esqueçam a parábola que Jesus contou “sobre o dever de orar sempre e nunca esmorecer”. A perseverança é o grande teste de genuinidade da vida cristã. Louvo a Deus pelos crentes que têm perseverado em oração durante sessenta, setenta ou oitenta anos! Oh! que sejamos um povo de oração e que este ano — e todos os nossos anos — seja saturado com orações ao Senhor de todo o poder e de todo o bem. Será bom dizermos no final da vida: “Completei a carreira, guardei a fé”, por meio da oração.

Segunda: “Vigiai na oração”.

Isto significa: “Esteja alerta!” Esteja mentalmente desperto. Talvez o apóstolo Paulo tenha aprendido isto do que aconteceu no Getsêmani. Jesus pediu aos discípulos que orassem, mas os encontrou dormindo. Ele disse a Pedro: “Não pudeste vigiar nem uma hora? Vigiai e orai, para que não entreis em tentação” (Mc 14.37,38).

Precisamos estar em vigilância enquanto oramos — em vigilância contra as vagueações de nossa mente, contra as vãs repetições, contra expressões vulgares e sem sentido, contra desejos restritos e egoístas. Também devemos vigiar por aquilo que é bom. Devemos estar especialmente alerta quanto à orientação de Deus, nas Escrituras, para as nossas súplicas. É Deus quem opera em nós a vontade de orar, mas sempre experimentamos esta capacitação divina como nossa própria atitude e resolução.

Terceira: Seja agradecido em todas as orações.

São admiráveis os relatos do que Deus tem feito na vida de muitos crentes, por meio da oração. Tais relatos me têm estimulado a persistir em oração com ações de graças. Compartilhe com os outros estas boas coisas.

Quarta: Peça que se abra uma porta à pregação da Palavra, na sua vida.

Em dois sentidos:

1. Que, semana após semana, haja corações abertos e receptivos em sua igreja;

2. Que seus vizinhos se mostrem receptivos ao evangelho, enquanto você o anuncia. “Certa mulher, chamada Lídia, da cidade de Tiatira, vendedora de púrpura, temente a Deus, nos escutava; o Senhor lhe abriu o coração para atender às coisas que Paulo dizia” (At 16.14). Isto é o que desejamos aconteça nos domingos e durante a semana.

Quinta: Ore pelos pregadores de nossa pátria, para que eles apresentem com clareza o mistério de Cristo.

“Grande é o mistério da piedade” (1 Tm 3.16). Oh! que chamada para o proclamarmos! Eu amo o ministério de pregador! Embora, não esteja a altura dele. Eu e todos os pregadores, pastores, necessitamos de oração — para que entendamos o mistério de Cristo, escolhamos os textos necessários, preguemos no poder do Espírito Santo, falemos a verdade em amor. Sem Cristo, nada podemos fazer.





Extraído do livro:
Penetrado pela Palavra, de John Piper
Copyright: © Editora FIEL 2009.
O leitor tem permissão para divulgar e distribuir esse texto, desde que não altere seu formato, conteúdo e / ou tradução e que informe os créditos tanto de autoria, como de tradução e copyright. Em caso de dúvidas, faça contato com a Editora Fiel.

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Conhecendo mais a Deus, por estar Ele Levando nossos Fardos

por John Piper


Uma das razões por que não conhecemos profundamente a Deus é que não nos aventuramos muito em seu compromisso de carregar os nossos fardos. Conhecer a Deus com um senso de realidade pessoal autêntica não é uma simples questão de estudar. É uma questão de andar com Deus através do fogo e não ser queimado. É uma questão de não ser esmagado por um fardo, porque Ele o leva por você, ao seu lado. O que, então, Deus leva?

1. Deus tem levado os nossos pecados.

O meu Servo, o Justo, com o seu conhecimento, justificará a muitos, porque as iniqüidades deles levará sobre si (Is 53.11).
Cristo, tendo-se oferecido uma vez para sempre para tirar os pecados de muitos (Hb 9.28).
Carregando ele mesmo em seu corpo, sobre o madeiro, os nossos pecados (1 Pe 2.24).
Crer nesta verdade e experimentar seu efeito libertador é crucial para a vida agora. Sentimentos de culpa não têm a palavra final! Crer nesta verdade também é crucial para a hora de nossa morte. O aguilhão da morte é o pecado, mas graças sejam dadas a Deus, porque esse aguilhão foi removido. É igualmente crucial para nosso gozo eterno. A obra de Cristo em carregar nossos pecados nos assegura uma compensação eterna para todas as supostas “perdas” nesta vida de amor sacrificial. Esta confiança é o fundamento de conhecermos a Deus.

2. Deus se compromete a levar nossas ansiedades.

Lançando sobre ele toda a vossa ansiedade, porque ele tem cuidado de vós (1 Pe 5.7).
A única outra passagem bíblica onde ocorre a palavra grega traduzida por “lançar”, neste versículo, é Lucas 19.35, onde lemos que os discípulos puseram suas vestes sobre o jumentinho, para que Jesus o montasse.

Que tipo de ansiedade Deus almeja tirar de nossas costas e levar por nós? Todo o tipo de ansiedade. Por exemplo, ansiedades a respeito de necessidades (Fp 4.4-7), inutilidade (Is 55.11), fraqueza (2 Co 12.9), decisões (Sl 32.8), adversários (Rm 8.31), aflição (Sl 34.19; Rm 5.3-5), velhice (Is 46.4), morte (Rm 14.7-9) e incerteza de perseverança (Fp 1.6; Hb 7.25).

Quando perguntaram a George Müller como podia se sentir calmo em um dia agitado, com tantas incertezas sobre o orfanato, ele respondeu algo assim: “Lancei sessenta coisas sobre o Senhor nesta manhã”. Quando Hudson Taylor foi informado de que missionários sob a sua responsabilidade estavam em perigo, logo ouviu-se Taylor sussurrando seu hino favorito — “Jesus, estou descansando, descansando no gozo do que Tu és!”

3. Deus se compromete a levar nossos cuidados.

Confia os teus cuidados ao Senhor, e ele te susterá; jamais permitirá que o justo seja abalado (Sl 55.22).
A palavra hebraica traduzida por “cuidado”, neste versículo, pode ser traduzida por quinhão. Qual é o seu quinhão hoje? O que a providência de Deus lhe trouxe? Em última instância, isto procede do Senhor. Ele o levará por você. Este quinhão não tem o propósito de esmagá-lo ou arruiná-lo. Tem o propósito de provar sua confiança em Deus para carregá-lo por você. (Veja Salmos 16.5, 63.8.)

Para Amy Carmichael, o “quinhão” era o estado de solteira. Houve várias oportunidades para ela deixar esse estado e assumir “a vida de casada”. Mas ela ouviu a voz interior: “Não, não, não”. Ela lançou esse quinhão sobre o Senhor, que o levou por ela, tornando-a frutífera e plena de alegria.

4. Deus se compromete a levar a causa da justiça por nós.

Ele [Jesus], quando ultrajado, não revidava com ultraje; quando maltratado, não fazia ameaças, mas entregava-se àquele que julga retamente (1 Pe 2.23).
Em quase todos os relacionamentos da vida, você será tratado com injustiça. “Jesus nunca nos chamou para uma luta justa” (George Otis Jr).

Como você não se sentirá amargurado? Deixando que Deus leve a sua causa e acerte as contas quer na cruz, quer no inferno. Pedro disse que Jesus lidou com os atos errados praticados contra Ele entregando-se a Deus, que julga todas as coisas com justiça. Deus administrará a nossa causa. “A mim me pertence a vingança; eu é que retribuirei, diz o Senhor” (Rm 12.19). Entregue-Lhe sua causa. Prepare-se para ser tratado com injustiça, quer seja alguém furando a fila à sua frente, quer seja alguém dando falso testemunho a seu respeito em um tribunal.

5. Deus se compromete a levar você — toda a sua vida.

Ouvi-me, ó casa de Jacó e todo o restante da casa de Israel; vós, a quem desde o nascimento carrego e levo nos braços desde o ventre materno. Até à vossa velhice, eu serei o mesmo e, ainda até às cãs, eu vos carregarei; já o tenho feito; levar-vos-ei, pois, carregar-vos-ei e vos salvarei (Is 46.3-4).
(Veja também Êx 19.4; Sl 18.35, 94.18.)

A vida cristã é uma vida de ser levado, desde o começo até ao final. Nós trabalhamos, mas, na realidade, é Deus quem trabalha em nosso íntimo (1 Co 15.10).

Conclusão

Venham a Ele, todos os que trabalham arduamente e estão sobrecarregados, e encontrem descanso para a alma.


Aprofunde sua comunhão com Deus
e conheça-O melhor, aventurando-se
mais em seu compromisso de levar você
e todas as suas inquietações.



Extraído do livro:
Penetrado pela Palavra, de John Piper
Copyright: © Editora FIEL 2009.
O leitor tem permissão para divulgar e distribuir esse texto, desde que não altere seu formato, conteúdo e / ou tradução e que informe os créditos tanto de autoria, como de tradução e copyright. Em caso de dúvidas, faça contato com a Editora Fiel.

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Paul Washer - Legalismo vs. Bem-Aventuranças

E Jesus, vendo a multidão, subiu a um monte, e, assentando-se, aproximaram-se dele os seus discípulos; e, abrindo a sua boca, os ensinava, dizendo:

Bem-aventurados os pobres de espírito, porque deles é o reino dos céus;
Bem-aventurados os que choram, porque eles serão consolados;
Bem-aventurados os mansos, porque eles herdarão a terra;
Bem-aventurados os que têm fome e sede de justiça, porque eles serão fartos;
Bem-aventurados os misericordiosos, porque eles alcançarão misericórdia;
Bem-aventurados os limpos de coração, porque eles verão a Deus;
Bem-aventurados os pacificadores, porque eles serão chamados filhos de Deus;
Bem-aventurados os que sofrem perseguição por causa da justiça, porque deles é o reino dos céus;
Bem-aventurados sois vós, quando vos injuriarem e perseguirem e, mentindo, disserem todo o mal contra vós por minha causa. Exultai e alegrai-vos, porque é grande o vosso galardão nos céus; porque assim perseguiram os profetas que foram antes de vós.
Vós sois o sal da terra; e se o sal for insípido, com que se há de salgar? Para nada mais presta senão para se lançar fora, e ser pisado pelos homens. Vós sois a luz do mundo; não se pode esconder uma cidade edificada sobre um monte; Nem se acende a candeia e se coloca debaixo do alqueire, mas no velador, e dá luz a todos que estão na casa. Assim resplandeça a vossa luz diante dos homens, para que vejam as vossas boas obras e glorifiquem a vosso Pai, que está nos céus. (Mateus 5:1-16)




Paul Washer fala sobre a diferença do legalismo do fazer versus a novidade de vida da conformidade com Cristo e sobre o verdadeiro sentido de ser sal da terra.

http://voltemosaoevangelho.blogspot.com/search/label/P%20-%20Paul%20Washer

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Depravação Humana e o Testemunho das Escrituras [DOUTRINAS DA GRAÇA]

O TESTEMUNHO DAS ESCRITURAS


No final do capítulo 7 de Romanos há o desesperado grito:


Miserável homem que eu sou! quem me livrará do corpo desta morte?


Antes de tratarmos da questão da santificação, para podermos entender melhor o plano da salvação que nos motiva a santificação, precisamos tratar de outro grande assunto registrado na bíblia: A depravação do homem!

Ouça o testemunha das Escrituras em relação a depravação do homem. Ela afirma que:

por um homem [Adão] entrou o pecado no mundo (Romanos 5:12),
e, nós, estando unidos com ele, também pecamos, adquirimos uma natureza pecaminosa e morremos espiritualmente (1 Coríntios 15:21,22)
e que, por causa disso,

o homem é formado em iniqüidade e concebido em pecado (Salmo 51:5) e seu coração é inteiramente inclinado para o mal desde a infância (Gênesis 6:5; 8:21 e Salmo 58.3);
Isso resulta que

todos pecaram (Romanos 3:23).
Sendo assim,

não há um justo, nem um sequer. Não há ninguém que entenda; não há ninguém que busque a Deus; todos se extraviaram, e juntamente se fizeram inúteis; não há quem faça o bem, não há nem um só. (Romanos 3:10-12).
Este problema não é algo meramente superficial, mas atinge o próprio centro do ser humano, seu coração, porque:

é do interior do coração dos homens que saem os frutos do pecados e da carne (Marcos 7:21-23; Gálatas 5:19-21),
seu coração é perverso e enganoso mais do que todas as coisas (Jeremias 17:9),
e o coração dos filhos dos homens está cheio de maldade (Eclesiastes 9:3).
Por causa disso a Bíblia declara que o homem:

é servo do pecado (João 8:34),
inimigo de Deus (Romanos 1:30),
trevas (Efésios 5:8),
filho do diabo (João 8:44; 1 João 3:10),
filho da ira (Efésios 2:3),
ignorante e duro de coração (Efésios 4:18),
e está morto em ofensas e pecados (Efésios 2:1; Colossenses 2:13),
separados da vida de Deus (Efésios 4:18),
e tem sua vontade presa aos laços do diabo (II Timóteo 2:25)
e seu entendimento e consciência estão contaminados (Tito 1:15).
e por isso,

não compreende as coisas do Espírito de Deus, porque lhe parecem loucura; e não pode entendê-las, porque elas se discernem espiritualmente (I Coríntios 2:14)
e não deseja a salvação, vindo a Cristo para ter vida (João 5:40; Romanos 3:11).
Sendo assim, nenhum homem tem vontade ou capacidade para se salvar, afinal:

"Quem do imundo tirará o puro? Ninguém" (Jó 14:4)
ou "quem poderá dizer: Purifiquei o meu coração, limpo estou de meu pecado?" (Provérbios 20.9)
O homem natural tem, portanto, dois grandes problemas:

Ele é culpado diante de Deus;
Ele possui uma natureza corrupta.

NENHUMA BOA OBRA
Analisemos agora o verso 7 e 8 de nosso texto base:


Porquanto a inclinação da carne é inimizade contra Deus, pois não é sujeita à lei de Deus, nem, em verdade, o pode ser. Portanto, os que estão na carne não podem agradar a Deus. (Romanos 8:7,8)


Paulo declara que o "corpo esta morte" se inclina somente para as coisas da "carne" e portanto é inimigo de Deus, porque se rebela ativamente contra a perfeita e sábia lei de Deus. Em seu orgulho, o homem quer ser mais sábio que Deus e ditar sua própria lei, sua própria moral e viver sua própria vontade, para sua própria glória.

Este estado é humanamente irreversível: "nem, em verdade, o pode ser". Não há nada que o homem possa fazer em seus próprios esforços para se livrar dessa miserável condição por dois motivos:


quem, sendo impuro pode purificar a si mesmo?
o homem caído não deseja tal fim, pois ele ama o pecado e o serve.
A conclusão de Paulo é também a nossa: "os que estão na carne não podem agradar a Deus". Não há uma única ação de um pecador que possa agradar a Deus. Três razões porque isto é verdade são:


Paulo declara em 1 Coríntios 13 que toda ação desprovida de amor é de nenhuma valia. Logicamente, isto é válido para nossa relação horizontal, um com os outros, mas é muito mais real em nossa relação vertical, com Deus. Como toda ação de um ímpio não é baseada no "ame ao Senhor teu Deus de todo o teu coração, e de toda a tua alma, e de todo o teu entendimento, e de todas as tuas forças" (Marcos 12:30), tal ação, além de violar o primeiro e maior mandamento (e conseqüentemente todos os outros), é de zero valor diante de Deus.

Paulo também declara que toda ação deve ser feita para a glória de Deus (1 Coríntios 10:31 - Portanto, quer comais quer bebais, ou façais outra qualquer coisa, fazei tudo para glória de Deus) Logo, toda ação que não tem como fim supremo a glória de Deus é um ato de idolatria, quer seja alimentar os pobres ou amparar os doentes, violando assim segundo mandamento.
E é por isso que o profeta declara que TODOS os nossos atos de justiça são como trapo de imundícia diante de Deus (Isaías 64: 6).

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Paul Washer -A Doutrina Esquecida

A evidência da conversão não é um "cartão de decisão" preenchido. É uma vida a sendo vivida.
Deus ordena a todos os homens em todos os lugares que se arrependam dos seus pecados, creiam no Evangelho e produzam frutos dignos de arrependimento.
. . Você diz: "Irmão Paul, você está falando de salvação pelas obras". Absolutamente não! Eu estou falando de uma doutrina esquecida na Igreja.
. . Permaneçam mais um pouco vou fechar minha Bíblia, já estou acabando. Esperem só mais um pouco.
. . Se tem uma doutrina esquecida na Igreja hoje, e isso está destruindo o evangelismo, é a doutrina da regeneração. Regeneração não é meramente uma decisão humana. Você não é salvo simplesmente porque você decidiu sair do caminho que leva ao inferno e entrar no caminho que leva ao céu. Salvação é uma obra sobrenatural de Deus, onde o poder Deus é manifestado de tal forma que se equipara, ou excede o próprio poder de Deus demonstrado na criação do universo. O universo foi criado "ex nihilo", do nada. Mas quando Deus salva um homem, Ele o recria de uma desordem corrompida. Quando pessoas verdadeiramente se arrependem e verdadeiramente crêem, há uma obra de regeneração acontecendo que transforma aquelas pessoas em novas criaturas, e sendo novas criaturas com uma nova natureza, elas irão viver uma vida diferente!
. . A evidência da regeneração não é que uma vez você tomou uma decisão numa campanha evangelística. A evidência da regeneração é que sua vida está sendo transformada. Você acha que Deus transforma só alguns de Seus filhos?
. . A doutrina que ensina que o Cristão pode viver num estado contínuo de carnalidade é absolutamente heresia. Cristãos pecam? Sim. Cristãos podem cair em carnalidade? Sim. Cristãos podem caminhar na imaturidade por um tempo? Sim. Mas os Cristãos podem viver de maneira ímpia e mundana todos os dias de sua vida? Absolutamente não! Por quê? Porque a salvação é uma obra sobrenatural de Deus e se qualquer homem está em Cristo, ele é uma nova criatura e novas criaturas vivem de maneira diferente.
. . É por isso que quando as pessoas me dizem que hoje há tanto pecado dentro da Igreja quanto fora dela; que existe tanto divórcio, pornografia, mentiras, ódio, contendas na Igreja quanto fora dela, isto é uma mentira! A Igreja do Senhor Jesus Cristo, hoje, na América, é linda. Ela está quebrantada, ela é confessional, ela está andando com seu Deus e quando ela peca isso quebranta seu coração e ela se volta para Ele. O seu problema é: isso que você está chamando de Igreja não é a Igreja. Se a Igreja é o que a maioria das pessoas diz, então todas as promessas na bíblia com relação à Nova Aliança falharam. Mas Deus diz que na Nova Aliança que Ele criará um novo povo e Ele será seu Deus e eles serão Seu povo, e a Lei de Deus será escrita em seus corações e eles andarão nela.
. . A evidência da conversão não é um "cartão de decisão" preenchido, é uma vida sendo vivida.
. . Um querido amigo meu ligou para um importante estudioso cristão em história, Dr. Dallimore. Ele disse: “Dr. Dallimore, eu tenho uma pergunta. Se os puritanos realmente nunca fizeram apelos ou coisas que fazemos hoje, como eles sabiam quando alguém foi salvo?”. Dallimore disse: “Isso era fácil, a vida deles era transformada e eles continuavam indo à Igreja”. Como sabemos que eles são salvos? Eles não vêm à Igreja, suas vidas não são transformadas, mas eles são salvos porque eles levantaram a mão.
. . Veja o que fizemos, apenas veja. Veja.
Se você que está aqui está noite, e está preocupado com sua alma. Eu não vou pedir para você levantar a mão e não pedir para você preencher um cartão. Mas eu vou estar aqui até as seis da manhã quando meu avião partirá aconselhando você.
. . Isto é um problema, não é mesmo? Uma grande presunção.
. . As pessoas vêm à frente, assinam um cartão, falamos com eles cinco minutos sobre a salvação e os declaramos salvos. E ainda ficamos imaginando porque investimos tanto em discipulado e, mesmo assim, eles não crescem. Nós fizemos a grande presunção. Nós os fazemos passar por um rito evangélico, porque eles responderam corretamente as perguntas, nós os declaramos salvos e não nos preocupamos com isso novamente. Isso está errado. Eu te digo isso: se você se arrepender e crer em Cristo nesta noite, se você já fez isso, Ele te salvou. Mas eu lhe digo isso: se você fez uma decisão por Cristo, se você O vê como Senhor e professa fé Nele, Ele te salvou. Mas se você sair daqui e a sua vida não mudar, e você não começar a crescer e Aquele que começou a boa obra em você não a completar, o que aconteceu com você nessa noite não foi uma conversão genuína. Porque a evidência de uma genuína conversão é uma contínua obra de Deus na alma do homem.
. . Esta é a maneira antiga. Isso é cristianismo histórico
. . Quantos de vocês...? Quantas pessoas você conhece...? Isso não é verdade?
. . Talvez você tenha um filho que fez a profissão de fé quando tinha 6 anos, porque alguém perguntou se ele queria ir para o céu e se ele amava Jesus. É claro que eles levantam suas mãos. Então, quando eles chegam aos 14,15 anos e começam a viver no mundo e odiando as coisas de Deus. Aí você diz a eles: “Você é um Cristão, você deve agir diferente”. Você está errado nessa maneira de abordá-lo. Você deve abordá-los assim: “Você fez uma profissão de fé em Cristo, mas todas as evidências em sua vida até esse momento demonstram que talvez sua profissão de fé em Jesus Cristo foi falsa e você ainda está em pecado, e se você morrer você vai para o inferno. Procure confirmar sua vocação e eleição, arrependa-se e retorne para Cristo”.
. . Veja o quão superficial nosso cristianismo tem se tornado. Oh meu querido amigo. Estas coisas não deviam ser assim, mas são. Despertem para o evangelho, para o verdadeiro evangelho, e não para esse evangelho diluído. É um evangelho de graça e de poder, pois Aquele que começou a boa obra em você irá terminá-la.
. . A evidência da conversão não é um "cartão de decisão" preenchido. É uma vida a sendo vivida.

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John Piper - Não neste ou naquele monte, mas em Espírito e em Verdade (1/3)

Nós vamos focar hoje no texto de João 4:20-26. E no quão cheio da grandeza de Deus esse texto é. Nós vimos nos versículos 1-15 que Jesus é a água viva que ele próprio oferece à mulher samaritana no poço, e que ela definitivamente não compreende. Vimos da última vez (v. 16-19) que Jesus é um profeta cirurgicamente penetrante que descobre nossa alma e conhece profundamente nosso ser, e ainda assim nos persegue. “Você teve cinco maridos e o homem que tem agora não é seu marido.”


Agora nós veremos Jesus como o Salvador que revela os mistérios da verdadeira adoração, e quem outrora era conhecido como o Messias Judeu (v. 26). E muito mais.


A Adoração não está limitada à Localização

Primeiro, atentem comigo aos versículos 20-22. Para desviar-se de sua sondagem profética do coração dela, a mulher samaritana leva Jesus a uma discussão sobre adoração. Mas mesmo aqui ela quer manter as coisas no nível superficial da adoração, e não no seu âmago. Ela quer falar sobre o “onde” (v. 20: “Nossos pais adoravam neste monte; vós, entretanto, dizeis que em Jerusalém é o lugar onde se deve adorar.”).
Jesus se dispõe a discutir esse assunto com ela, mas não se dispõe a deixá-la limitar essa questão à localização. Ele vai ao coração do assunto. (v. 21: “Disse-lhe Jesus: ‘Mulher, podes crer-me que a hora vem, quando nem neste monte, nem em Jerusalém adorareis o Pai’”).

Montes são irrelevantes para a Adoração

Jesus começa com uma negativa. Uma negação. Você questiona sobre onde? Você está preocupada com o lugar? Minha senhora, há um dia chegando – mais cedo do que você pensa – quando ambos os montes serão irrelevantes para a verdadeira adoração. É incrível para um judeu dizer isso. O dia vem, ele diz, quando Jerusalém, a Cidade Santa, a Cidade de Davi, o local com o templo de Deus, não será o cerne da verdadeira adoração.

Não era essa a resposta que ela esperava. Ela esperava um bom argumento de que os judeus defendem Jerusalém como ponto principal de adoração, enquanto os samaritanos dizem que é o Monte Gerazim. Mas Jesus rejeita todos os argumentos. Ao invés disso, ele diz que estamos à beira de algo novo: “... a hora vem, quando nem neste monte, nem em Jerusalém adorareis o Pai.”

Por que a menção adorar “o Pai”?

Ao invés de onde nós adoramos Jesus, foque em quem nós adoramos e como o adoramos. Note a referência ao “Pai” no fim do versículo 21: “... a hora vem, quando nem neste monte, nem em Jerusalém adorareis ao Pai.” Ela não disse isso. Ele disse. Por quê? Por que não dizer, “Deus” ou “o Senhor” ou alguma outra designação? Por que “o Pai”? – Você não irá adorar “o Pai” em qualquer um desses montes.

1) Deus é “o Pai” dos Samaritanos

Três razões. Primeiro ele usa isso para relacionar à referência dela aos pais samaritanos, e dessa forma atrair sua atenção ao único Pai importante. Ela disse no verso 20: “Nossos pais adoraram neste monte”. E ela já havia perguntado no verso 12: “És tu, porventura, maior do que Jacó, o nosso pai?” (João 4:12). Então, ela está muito focada nas superficialidades do local e da tradição. Os pais se mostram muito significantes em sua mente.

Jesus muda o foco. Ele não diz: “Bem, os verdadeiros pais Judeus adoravam em Jerusalém.” Ele diz: “há um Pai com quem você deveria se preocupar, chamado ‘O Pai’ – o Pai que almeja ser adorado, mas não em algum lugar particular.”

2) Deus é “o Pai” das crianças que O recebem

Segundo, ao dizer que quem deve ser adorado é “o Pai”, ele indica à mulher o fato de que Deus tem filhos. Não há coisa tal como um pai que não possui filhos. Conceber filhos é o que faz de você um pai. Então, quando Jesus diz que o único a ser adorado é “o Pai”, ele levanta a questão de quem seriam os seus filhos.
A resposta já foi dada em João 1:12: “Mas, a todos quantos o receberam, deu-lhes o poder de serem feitos filhos de Deus,...”. Aqueles que recebem Jesus são os filhos de Deus. Deus é um Pai àqueles que nasceram de novo e acreditam em Jesus. Então Jesus a está despertando para a verdade de que quando se vai adorar, lugar não é o importante, mas sim se você tem Deus como seu Pai, isto é, se você nasceu de novo e acredita em Seu Filho.

3) Deus é “o Pai” do Filho, Jesus Cristo

E isso leva à terceira resposta ao por que ele se refere a Deus como “o Pai” ao final do versículo 21. Isso traz à mente – para nós pelo menos – que “o Pai” tem um único Filho que é “o Filho”. Os dois termos são usados juntos com tanta frequência, é difícil não ouvi-los aqui:

“O Pai ama ao Filho.” (João 3:35).
“O quer que faça o Pai, fará igual o Filho.” (João 5:19).
“E o Pai a ninguém julga, mas ao Filho confiou todo julgamento.” (João 5:22).
“Quem não honra o Filho não honra o Pai que o enviou.” (João 5:23).
“Assim como o Pai tem vida em si mesmo, também concedeu ao Filho ter vida em si mesmo.” (João 5:26).
“A fim de que o Pai seja glorificado no Filho.” (João 14:13).
O único a ser adorado é “o Pai”. Aquela mulher estava lidando com “o Filho”. E nós veremos que: Sua presença é mais importante na adoração do que em qual monte você está, ou em qual cidade você está.


Por John Piper. © Desiring God. Website: desiringGod.org
Original: Not in This or That Mount, but in Spirit and Truth
Tradução: Equipe Voltemos ao Evangelho
Permissões: Você está autorizado e incentivado a reproduzir e distribuir este material em qualquer formato, desde que não o altere de nenhuma maneira e não use para fins comerciais. Para postagens na web, um link para este documento em nosso site, um para o ministério e um para a fonte original do material é o preferido. (Basta copiar os itens acima)


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John Piper - Não neste ou naquele monte, mas em Espírito e em Verdade (2/3)

Não Onde, mas Quem

Lembre-se que Ele já havia dito em João 2:19: “Destruí este santuário, e em três dias o reconstruirei.” Em outras palavras, já havia dito que Ele próprio era o novo templo – o novo local de encontro com Deus. O templo estava para deixar de ser o ponto principal para adoração. E o que ficaria em seu lugar? Um novo monte? Uma nova cidade? Um novo edifício? Não. Uma nova Pessoa. O Filho.

Isso é o que Ele deu a interpretar dizendo: “Não neste monte, senhora, nem em Jerusalém.” Não onde, mas quem é o que importa. O Pai e o Filho. A água viva, o profeta, o Salvador, o Messias.

“Você adora o que não conhece”

Então o versículo 22 diz a mesma coisa de outra forma: “Vocês (samaritanos) adoram o que não conhecem; nós adoramos o que conhecemos, porque a salvação vem dos judeus.” Isto é brusco e doloroso: o problema com vocês, samaritanos, não é que vocês adoram no monte errado, mas que vocês não sabem quem adoram.

Por que não? “Porque”, ele diz (vers. 22b), “a salvação vem dos judeus”. O que isso quer dizer? Quer dizer que todos os judeus conheciam quem eles adoravam? Não. Ouça o que Jesus diz aos Fariseus em João 8:19 (os judeus realmente sérios): “Não me conheceis a mim nem a meu Pai; se conhecêsseis a mim, também conheceríeis a meu Pai.” Eles nem sequer conhecem Deus. São como os Samaritanos. “Vocês adoram o que não conhecem.”

Sobre tais adorações Jesus diz serem “vãs”, vazias (Mateus 15:9). Não é a “verdadeira adoração” (João 4:23).

“Nós Adoramos o que Conhecemos”

Então o que Jesus quer dizer no vers. 22b: “Nós adoramos o que conhecemos, porque salvação vem dos Judeus.” Ele quer dizer que Judeus ensinam que um Salvador está vindo ao mundo. Ele está vindo como o Filho de Davi, o Messias, o Servo do Senhor. E porque haverá um Salvador, verdadeiro conhecimento de Deus e verdadeira adoração a Deus são possíveis.

A última cláusula de toda essa história (que vai do versículo 1 até o 42) é o anuncio dos Samaritanos na cidade de Sicar: “Sabemos que este é verdadeiramente o Salvador do mundo” (v. 42).

Quando Jesus diz (v. 22b): “A salvação vem dos Judeus”, e por causa disso, “nós adoramos o que conhecemos”, Ele quer dizer que um Salvador está vindo ao mundo, quem tornará possível aos pecadores (como pessoas que foram casadas cinco vezes e agora vivem com os namorados) conhecer Deus, chamá-lo de Pai, e adorá-lo em verdade.

Vocês não conhecem quem vocês adoram por que não estão dependendo do Salvador – a salvação que está vindo ao mundo. O Salvador é o Messias Judeu. Vocês Samaritanos não creem nisso. E, portanto, sua adoração não é a verdadeira adoração.

Não há Verdadeira Religião sem Jesus

É muito importante que vejamos as implicações disso para nossa situação hoje – em relação ao Islã, Hinduísmo, Budismo, Judaísmo, e qualquer outra religião que não abraça Jesus como Salvador do mundo, que veio morrer por pecadores e ressuscitou novamente e tornou-se o mediador entre Deus e os homens. É importante porque a gloriosa, única supremacia de Jesus entre todas as outras religiões depende disso. E porque muitos cristãos estão abandonando a verdade de que conhecer, honrar, amar e acreditar em Jesus é necessário para a salvação.

“Não há Verdadeira Adoração sem Jesus”

Ao contrário, o ponto de Jesus aqui e em qualquer outro lugar no evangelho é que não há verdadeira adoração sem receber o Salvador que vem dos Judeus. Não somente Jesus disse em João 8:19: “Se conhecêsseis a mim, também conheceríeis a meu Pai”, mas ele também disse aos Judeus em João 5:23: “Quem não honra o Filho não honra o Pai que o enviou.” E em João 5:42-43 Ele os disse: “Sei, entretanto, que não tendes em vós o amor de Deus. Eu vim em nome de meu Pai, e não me recebeis”.

Em outras palavras, quem não conhece quem eu realmente sou, e me honra pelo que realmente sou, e me ama pelo que realmente sou, não conhece ou honra ou ama a Deus. E, portanto, seja o que for que eles façam em seus montes, ou em seus templos ou santuários, ou mesquitas ou sinagogas, eles não adoram a Deus.

Você Não Pode Adorar Aquele que Rejeitou

Esse é o ponto em Lucas 10:16: “Quem, porém, me rejeitar rejeita aquele que me enviou.” Não faz sentido dizer que eles adoram quando eles rejeitam. E Mateus 10:40: “Quem me recebe, recebe aquele que me enviou.” Não faz sentido dizer que eles adoram aquele que não recebem. E João 5:46, que é especialmente relevante para os Samaritanos e para o povo Judeu: “Porque, se, de fato, crêsseis em Moisés, também creríeis em Mim.” Em outras palavras, se vocês se recusam a saber quem eu realmente sou, então vocês não creem verdadeiramente em Moisés, e a “adoração” que vocês fazem em resposta a Moisés não é a verdadeira adoração.

Em um mundo pluralista, multicultural, relativista e encolhido como o nosso, será mais e mais difícil de crer nisso nos anos que virão. Quanto mais pessoas você conhecer pessoalmente que são muito religiosas, mas não abraçam Jesus como seu Senhor e Salvador, mais difícil será de acreditar que sua adoração não é a verdadeira adoração. Mas se a coragem da sua fé desabar, você abandonará o Jesus do novo testamento e se unirá ao mundo na criação do seu próprio Jesus.

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John Piper - O que é a doutrina da Trindade? (1/2)

O que significa ser Deus uma Trindade?

A doutrina da Trindade significa que há um Deus que existe eternamente como três pessoas distintas: Pai, Filho e Espírito Santo. Explicando de outra maneira, Deus é único em essência e triplo em personalidade. Essas definições expressam três verdades cruciais: (1) Pai, Filho e Espírito Santo são pessoas distintas, (2) cada pessoa é totalmente Deus, (3) há somente um Deus.

Pai, Filho e Espírito Santo são pessoas distintas.
A Bíblia fala do Pai como Deus (Fp.1.2), de Jesus como Deus (Tt.2.13) e do Espírito Santo como Deus (At.5.3-4). Seriam essas, então, apenas três diferentes formas de olhar para Deus? Ou ainda, três papéis distintos que Deus desempenha?

A resposta deve ser não, porque a Bíblia também indica que Pai, Filho e Espírito Santo são pessoas distintas. Por exemplo, já que o Pai enviou o Filho ao mundo (Jo.3.16), Ele não pode ser a mesma pessoa que o Filho. Do mesmo modo, depois que o Filho retornou ao Pai (Jo.16.10), o Pai e o Filho enviaram o Espírito Santo ao mundo (Jo.14.26; At.2.33). Portanto, o Espírito Santo deve ser distinto do Pai e do Filho.

No batismo de Jesus, vemos o Pai falando dos céus e o Espírito descendo dos céus na forma de uma pomba, enquanto Jesus saia das águas (Mc.1.10-11). João 1.1 afirma que Jesus é Deus e, ao mesmo tempo, que Ele estava “com Deus”, indicando, assim, que Jesus é uma pessoa distinta de Deus o Pai (cf. Jo.1.18). E em João 16.13-15 vemos que, apesar de haver uma íntima unidade entre todos eles, o Espírito Santo também é distinto do Pai e do Filho.

O fato de Pai, Filho e Espírito Santo serem pessoas distintas significa, em outras palavras, que o Pai não é o Filho, o Filho não é o Espírito Santo e o Espírito Santo não é o Pai. Jesus é Deus, mas Ele não é o Pai nem o Espírito Santo. O Espírito Santo é Deus, mas Ele não é o Filho nem o Pai. Eles são pessoas diferentes, não três diferentes formas de olhar para Deus.

A personalidade de cada membro da Trindade significa que cada pessoa tem um distinto centro de consciência. Assim, elas relacionam-se umas com as outras pessoalmente: o Pai trata a Si mesmo como “Eu”, enquanto Ele trata ao Filho e ao Espírito Santo como “Vós”. Do mesmo modo, o Filho trata a Si mesmo como “Eu”, mas ao Pai e ao Espírito Santo como “Vós”.

Freqüentemente é objetado que “Se Jesus é Deus, então Ele deve ter orado a Si mesmo enquanto esteve na terra”. Mas a resposta a essa objeção encontra-se em simplesmente aplicar o que nós já vimos. Embora Jesus e o Pai sejam Deus, eles são pessoas diferentes. Assim, Jesus orou a Deus o Pai sem orar a Si mesmo. Na verdade, é precisamente o contínuo diálogo entre o Pai e o Filho (Mt.3.17; 17.5; Jo.5.19; 11.41-42; 17.1ss) que fornece a melhor evidência de que eles são pessoas distintas com distintos centros de consciência.

Algumas vezes a personalidade do Pai e do Filho é estimada, mas a personalidade do Espírito Santo é negligenciada, de modo que Ele é tratado mais como uma “força” do que como uma pessoa. Mas o Espírito Santo não é algo, mas Alguém (veja Jo.14.26; 16.7-15; At.8.16). A verdade de que o Espírito Santo é uma pessoa, não uma força impessoal (como a gravidade), também é mostrada pelo fato de que Ele fala (Hb.3.7), raciocina (At.15.28), pensa e compreende (I Co.2.10-11), deseja (I Co.12.11), sente (Ef.4.30) e oferece comunhão pessoal (II Co.13.14). Todas essas são qualidades de uma pessoa. Além desses textos, os outros que mencionamos acima deixam claro que a personalidade do Espírito Santo é distinta da personalidade do Filho e do Pai. Eles são três pessoas reais, não três papéis que Deus desempenha.

Outro erro sério que as pessoas têm cometido é pensar que o Pai se tornou o Filho, que, então, se tornou o Espírito Santo. Contrariamente a isso, as passagens que vimos sugerem que Deus sempre foi e sempre será três pessoas. Nunca houve um tempo em que alguma das pessoas da Divindade não existia. Todas elas são eternas.

Embora os três membros da Trindade sejam distintos, isso não significa que um seja inferior ao outro. Pelo contrário, todos eles são idênticos em atributos, tais como poder, amor, misericórdia, justiça, santidade, conhecimento e em todas as demais qualidades divinas.

Cada pessoa é totalmente Deus.
Se Deus é três pessoas, isso significa que cada pessoa é “um terço” de Deus? A Trindade significa que Deus é dividido em três partes?

Não, a Trindade não divide Deus em três partes. A Bíblia deixa claro que cada uma das três pessoas é cem por cento Deus. Pai, Filho e Espírito Santo são totalmente Deus. Por exemplo, é dito de Cristo que “nele, habita, corporalmente, toda a plenitude da Divindade” (Cl.2.9). Não devemos pensar em Deus como uma torta cortada em três pedaços, cada um deles representando uma pessoa. Isso faria cada pessoa ser menos do que totalmente Deus e, assim, não ser realmente Deus. Antes, “o ser de cada pessoa é igual ao ser integral de Deus”[1]. A essência divina não é algo dividido entre as três pessoas, mas está totalmente em todas as três pessoas sem estar dividida em “partes”.

Assim, o Filho não é um terço do ser de Deus, Ele é todo o ser de Deus. O Pai não é um terço do ser de Deus, Ele é todo o ser de Deus. E, da mesma forma, o Espírito Santo. Assim, como Wayne Grudem escreve: “Quando falamos conjuntamente do Pai, do Filho e do Espírito Santo, não estamos falando de um ser maior do que quando falamos somente do Pai, ou somente do Filho, ou somente do Espírito Santo”[2].

Há somente um Deus.
Se cada pessoa da Trindade é distinta e, ainda assim, totalmente Deus, então, devemos concluir que há mais do que um Deus? Obviamente não, pois a Escritura deixa claro que há apenas um Deus: "Pois não há outro Deus, senão eu, Deus justo e Salvador não há além de mim. Olhai para mim e sede salvos, vós, todos os termos da terra; porque eu sou Deus, e não há outro" (Is.45.21-22; veja também 44.6-8; Ex.15.11; Dt.4.35; 6.4-5; 32.39; I Sm.2.2; I Rs.8.60).

Tendo visto que o Pai, o Filho e o Espírito Santo são pessoas distintas, que cada um deles é totalmente Deus e que não há senão um só Deus, devemos concluir que todas as três pessoas são o mesmo Deus. Em outras palavras, há um Deus que existe como três pessoas distintas.

Se há uma passagem que mais claramente traz tudo isso em conjunto, ela é Mateus 28.19: “Ide, portanto, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo”. Primeiro, note que Pai, Filho e Espírito Santo são distinguidos como pessoas distintas. Nós batizamos em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo. Segundo, note que cada pessoa deve ser divina porque todas elas são colocadas no mesmo nível. Na verdade, você acha que Jesus nos batizaria no nome de uma mera criatura? Certamente que não. Portanto, cada uma das pessoas em cujo nome devemos ser batizados é, necessariamente, divina. Terceiro, note que, apesar de que as três pessoas divinas são distintas, nós somos batizados em seu nome (singular), não em seus nomes (plural). As três pessoas são distintas, mas constituem um único nome. Só pode ser assim se elas compartilharem uma mesma essência.


Notas:
1. Wayne Grudem, Teologia Sistemática (Edições Vida Nova, 1999), p.189.
2. Ibid, p.187


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- A Posição da Igreja Batista Bethlehem sobre a Homossexualidade John Piper

Em vista das recentes ações da Corte Suprema com respeito às leis sodomitas, e das controvérsias sobre bispos homossexuais em atividade na denominação Episcopal e Anglicana, é importante apresentar novamente a posição da Igreja Batista Bethlehem, que os presbíteros estabeleceram no outono de 1992. Eu esbocei esta declaração com a ajuda de Joe Hallet, que saiu de uma vida homossexual pelo poder de Cristo e viveu fielmente com AIDS, e eventualmente com sua esposa, até sua morte em 1997.

Crenças Sobre o Comportamento Homossexual e o Ministério com Pessoas Homossexuais
Nossa afirmação de que a Bíblia é a infalível Palavra de Deus com "suprema autoridade em todos os assuntos de fé e conduta", e nossa afirmação de que "um Cristão deve viver para a glória de Deus", incluem as seguintes seis crenças sobre a heterossexualidade e homossexualidade:

1. Cremos que a heterossexualidade é a vontade revelada de Deus para a humanidade e que, visto que Deus é amor, uma casta e fiel expressão desta orientação (seja a pessoa solteira ou casada) é o ideal para o qual Deus chama todo o Seu povo.

2. Cremos que uma orientação homossexual é resultado da queda da humanidade numa condição pecaminosa, que permeia toda e qualquer pessoa. Não importa quais raízes biológicas ou familiares possam ser descobertas, não cremos que estas sancionem ou escusem o comportamento homossexual, embora elas possam aprofundar nossa compaixão e paciência para com aqueles que estão lutando para se livrar das tentações sexuais.

3. Cremos que há esperança para a pessoa com uma orientação homossexual, e que Jesus Cristo oferece uma cura alternativa na qual o poder do pecado é quebrado e a pessoa é livre para conhecer e experimentar sua verdadeira identidade em Cristo, e na comunhão de Sua Igreja.

4. Cremos que esta liberdade é adquirida através de um processo que inclui o reconhecimento do comportamento homossexual como pecado, renunciando a prática do comportamento homossexual, redescobrindo amizades saudáveis e não-eróticas com pessoas do mesmo sexo, abraçando um estilo de vida sexual moral, e na era porvir, levantando-se dos mortos com um novo corpo livre de todo impulso pecaminoso. Este processo é paralelo ao processo similar de santificação, necessário no tratamento de tentações heterossexuais também. Cremos que esta liberdade vem através da fé em Jesus Cristo, pelo poder do Seu Espírito.

5. Cremos que todas as pessoas foram criadas à imagem de Deus e que devem ser tratadas com dignidade humana. Cremos, portanto, que o assédio odioso, atemorizante e indiferente deve ser repudiado. Cremos que este respeito para com pessoas com uma orientação homossexual envolve um compartilhamento de fatos honestos, fundamentados e não-violentos, com respeito à imoralidade e responsabilidade do comportamento homossexual. Por outro lado, endossar um comportamento que a Bíblia desaprova, põe em perigo as pessoas e desonra a Deus.

6. Cremos que as igrejas Cristãs devem estender a mão em amor e verdade para ministrar às pessoas tocadas pela homossexualidade, e que aqueles que contendem biblicamente contra sua própria tentação sexual, devem ser pacientemente assistidos em sua batalha, não banidos ou desprezados. Contudo, quanto mais proeminente o papel de liderança ou de uma pessoa exemplar for sustentado numa igreja ou instituição da conferência, mais altas serão as expectativas para os ideais de obediência e integridade sexual estabelecidos por Deus. Afirmamos que tanto as pessoas heterossexuais como homossexuais devem encontrar ajuda na igreja, para ajudá-los na batalha bíblica contra todos pensamentos e comportamento sexuais impróprios.


Pastor John Piper
06 de Agosto de 2003

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